domingo, agosto 30, 2015

EXPRESSO DO AMANHÃ CHEGA COM DOIS ANOS DE ATRASO E COM STATUS DE CLÁSSICO SCI-FI

por Chico Marques 
para Black & White In Colour


"Expresso do Amanhã" foi vítima de uma verdadeira novela que dificultou e muito seu lançamento nos países do Ocidente. A culpa disso é da política confusa do estúdio The Weinstein Company, que comprou os direitos de distribuição do filme. Agora, depois de dois anos de enrolação, o filme finalmente ganha lançamento nos cinemas brasileiros. E acredite: "Expresso do Amanhã" é um filme que merece ser descoberto.

A trama é bem curiosa: num futuro próximo, o Governo falha em uma missão de cessar o Aquecimento Global, culminando no congelamento total do planeta. Wilford (Ed Harris) é um engenheiro que elaborou a construção de um trem que é uma espécie de Arca de Noé sobre trilhos, que salvou os últimos sobreviventes. Os passageiros são separados por suas respectivas classes sociais, e aqueles que não conseguem comprar sua entrada para o trem, são alojados nos últimos vagões do trem -- num lugar conhecido como "a cauda" -- em situações extremamente precárias e se alimentando apenas de pequenas barras de proteína. 

Então, 18 anos mais tarde, a população da cauda resolve dar início a uma rebelião. Liderados por Curtis (Chris Evans), sua intenção é chegar até os primeiros compartimentos, onde poderão controlar o trem e começar uma revolução.


Logo de cara, percebemos no filme que para cada classe social mostrada em cada vagão de "Expresso do Amanhã" foi criado um padrão visual diferente.


As classes mais baixas tem um visual streampunk, bem sombrio.

As classes altas, por sua vez, possuem cores e texturas muito intensas. 

Já a classe média apresenta um visual intermediário entre esses dois extremos.


Daí, ao longo do filme, acompanhamos uma rebelião que começa na "cauda" do trem e segue em direção à sua frente -- e a cada vagão o espectador se depara com um universo social diferente em situações no mínimo eletrizantes.

Esse belíssimo e complexo trabalho da direção de arte para retratar a diversidade desses povos é o que salta aos olhos do público logo de cara. 

Já o trabalho do diretor Joon-Ho Bong coordenando todos os inúmeros detalhes dessa produção intrincadíssima é impresionante, de altíssimo gabarito.

E isso, com certeza, ajudou bastante a conferir uma espécie de "cult following" ao filme. 


Baseado na graphic novel francesa "Le Transperceneige", "Expresso do Amanha" é uma podução visualmente estilosa, e traz um olhar bastante original sobre o que seria um mundo pós-apocalíptico. 

Chris Evans está muito bem no papel principal. Os fãs do capitão América vão gostar de voltar a vê-lo num contexto tão diferente do que estão acostumados.

Sem contar o grande John Hurt e a fabulosa Tilda Swinton, que surgem em situações quase sempre caricatas, mas com atitudes provocativas e sempre marcantes.

A grande sacada de "Expresso do Amanhã" talvez seja mostrar o trem como sendo um ecossistema, onde tudo precisa estar no seu devido lugar, onde a ordem é necessária, e onde a fuga e a liberdade causarão a morte

No comando desse trem, a figura impoluta de Wilford (Ed Harris), que controla tudo e é adorado por (quase) toda a população. 

Convenhamos: é uma reflexão meio pueril sobre a natureza do poder, mas para um filme-pipoca sci-fi de final de Inverno como "Expresso do Amanhã", está de muito bom tamanho.

Sendo assim: divirtam-se.



EXPRESSO DO AMANHÃ
SNOWPIERCER
(2013 - 126 minutos)

Diretor
Joon-ho Bong

Roteiro
Joon-ho Bong
Kelly Masterson

Elenco
Chris Evans
Kang-ho Song
Tilda Swinton
Ah-Sung Ko
Jamie Bell
Octavia Spencer
John Hurt
Alison Pill
Ed Harris
Emma Levie 


em cartaz no Cine Roxy Iporanga 4 
e no Cinemark Praiamar Shopping




WOODY ALLEN ESTÁ DE VOLTA EM MAIS UM PEQUENO GRANDE FILME

por Chico Marques 
para BLACK AND WHITE IN COLOUR


Quem acompanha a carreira de Woody Allen já viu diversas vezes nas tramas de seus filmes situações complicadas que sempre começam do nada. 

Funciona sempre assim: alguém meio atrapalhado(a) ouve acidentalmente uma conversa alheia e fica sabendo de um grande segredo, que, por sua vez, acaba envolvendo a vida dessa pessoa atrapalhada, e, de repente, isso acaba ganhando proporções assustadoras. Nos filmes de Allen, isso pode gerar situações extremamente engraçadas, como acontece em "Manhattan Murder Mystery" (1993) e "Scoop" (2007). Ou então, situações dramáticas e contundentes, como em "Another Woman" (1988) e "Crimes e Contravenções" (1989).

Verdade seja dita: nas mãos de qualquer outro diretor e roteirista, um ponto de partida como esse soaria, em princípio, formulaico e redundante. Mas nas mãos habilidosas de Woody Allen, capazes de criar situações absolutamente inusitadas e levar seus personagens aos rumos mais incertos, sempre com uma leveza cativante, podemos sempre esperar pelo inesperado sem correr o menor risco de uma decepção.


"Homem Irracional", seu novo filme, que acaba de estrear por aqui, é sobre Abe Lucas, um professor de filosofia (Joaquin Phoenix) que está à beira do suicídio. Cansou de viver, não vê mais graça ou sentido em coisa alguma, não consegue mais fazer sexo, e só não cansa de filosofar sobre sua condição. Já tentou de tudo na vida, desde ativismo político até a vida boêmia, e nada fez a menor diferença. 

Para piorar, ele se vê envolvido com duas mulheres ao mesmo tempo: Rita Richards (Parker Posey), uma professora solitária que espera que ele a ajude a cair fora de seu casamento falido, e Jill Pollard (Emma Stone), sua melhor aluna, que acaba se tornando também sua melhor amiga. 

Apesar de amar seu namorado Roy (Jamie Blackley), Julie não consegue evitar ficar encantada com a personalidade artística e com o passado exótico que torturam Abe em seu dia a dia. Passa a achá-lo um homem irresistível. Mas ele se recusa a ter um romance com ela. Prefere tê-la apenas como amiga. 

Até que um dia, num restaurante, os dois escutam na mesa ao lado revelações terríveis numa conversa entre dois estranhos. E essa conversa traz Abe repentinamente de volta ao mundo dos vivos com um vigor existencial que ele jamais experimentara antes e determinado a assassinar um juiz inapto e corrupto que ele nem sequer conhece. Parte do pressuposto de que, por não ter vínculo algum com a história que ouviu, será capaz de cometer o crime perfeito. 

Desnecessário dizer que sua recém-descoberta razão de viver vai provocar uma cadeia de acontecimentos, afetando profundamente as vidas de todos os que o cercam.


"Homem Irracional" é uma comédia dramática filosófica com ares de fábula judaica que somente Allen, com a bagagem a ele conferida por seus 79 anos bem vividos, seria capaz de realizar. 

Joaquin Phoenix está simplesmente espetacular como Abe: um papel dificílimo, que exige uma duplicidade dramática que poucos atores seriam capazes de fazer caber num mesmo personagem. 

Já Parker Posey faz uma Rita complexa e contundente. 

E Emma Stone... bem, Emma Stone é encantadora em qualquer circunstância, ponto.


Se você é daqueles que vibram com os filmes de Woody, corra para ver "Homem Irracional". É diversão garantida. Uma reflexão espirituosa e bem-humorada sobre moralidade, infidelidade, passividade e mortalidade, num filme absolutamente encantador. Mezzo Hitchcock, Mezzo Lubitsch: uma combinação perfeita.

Agora, se você é daqueles que odeiam os filmes de Woody Allen, fuja de mais esse aqui. 

Acredite: vai ser melhor assim.


HOMEM IRRACIONAL
Irrational Man
(2015 - 97 minutos)

Direcão e Roteiro
Woody Allen

Elenco
Joaquin Phoenix
Emma Stone
Parker Posey
Jamie Blackley


em cartaz do Cine Roxy Iporanga 4
 e no Cinespaço Miramar Shopping


quarta-feira, maio 20, 2015

"EM UM PÁTIO DE PARIS": SATISFAÇÃO GARANTIDA OU SEU DIAZEPAM DE VOLTA

por Chico Marques
para BLACK AND WHITE IN COLOUR


Depressão é um tema que sempre atraí público aos cinemas. Por diversos motivos. A incidência cada vez maior de depressivos na vida urbana é um deles. O posicionamento equivocado de muitos depressivos em relação à própria doença é outro. Ao invés de procurar um psiquiatra, muitos apelam para literatura de auto-ajuda, achando que vai adiantar alguma coisa. Outros, avessos à leitura, apelam para filmes como esse.

“Em Um Pátio De Paris” não pretende ser uma panacéia para confortar depressivos. Mas é uma comédia sentimental tão bem realizada que pode até ter algum efeito terapêutico. É o oitavo longa de Pierre Salvadori, diretor e roteirista bem conhecido do público brasileiro por “Amar... Não Tem Preço” e “Uma Doce Mentira” -- ambos muito bem acolhidos nos cinemas e também no mercado de home-vídeo.

Antoine (Gustave Kervern) é um cantor de rock que abandona abruptamente sua banda e, em meio a uma crise depressiva, vai trabalhar como zelador num prédio antigo em Paris, recheado de moradores um tanto quanto pitorescos.

Mathilde (Catherine Deneuve) é uma das moradoras do prédio. Recém-aposentada, ela perde o rumo de sua sanidade mental quando vê uma rachadura na parede de seu apartamento e começa a achar que o prédio todo vai desabar.



Pouco a pouco, em conversas que acontecem no pátio do prédio, onde há um belo jardim, Antoine e Mathilde vão descobrindo uma estranha sintonia, e -- graças ao esgotamento mental que ambos estão vivendo, e apesar das diferenças sociais e etárias entre os dois -- acaba surgindo um romance altamente improvável, mas extremamente verdadeiro.

“Em Um Pátio De Paris” é muito habilidoso nas variações de tom e no manejo da comédia. Às vezes, a comédia vem fácil. Outras vezes, vem por caminhos meio tortos. Foi essa a maneira que Pierre Salvadori escolheu para mergulhar no cotidiano desses personagens tão debilitados pelos altos e baixos da depressão. Escolha acertadíssima, diga-se de passagem. Além do mais, com um time explêndido de atores como o que Salvadori reuniu neste projeto, metade do trabalho já estava feito antes mesmo de começar a rodar o filme. 

Gustave Kervern é um ator magnífico, um dos mais vibrantes do cinema francês atual. Aqui, como Antoine, ele brilha num papel em tom menor, e revela só no olhar, com um mínimo de gestual, todas as nuances que seu personagem requer. Uma performance notável.  

Catherine Deneuve, desnecessário dizer, está fantástica como Mathilde: às vezes soturna, outras vezes delicada, às vezes repulsiva, outras vezes terna. Ela consegue passear pela inconstância de sua personagem com uma nonchalance impecável. Por muitos anos, a simples presença dela no elenco de qualquer filme já era uma bênção, tamanho seu encanto pessoal. Mas o fato é que ela sempre soube esconder bem por trás deste encanto pessoal as suas limitações como atriz. Com o passar do tempo, no entanto, a qualidade de suas performances melhorou sensivelmente -- graças, principalmente, ao diretor e grande amigo André Téchine, que sempre exigiu muito dela sempre que trabalhavam juntos. Hoje, pode-se dizer que a grande estrela Catherine Deneuve virou uma grande atriz.
O roteiro do filme, propositadamente meio desconjuntado é, na verdade, um ardil do qual Pierre Salvadori fez uso para deixar a narrativa mais próxima da inconstância de seus personagens. Em filmes americanos, algo assim seria visto como um defeito. Na França, é recurso estilístico. Funciona bem em alguns momentos, e não tão bem em outros. Mas pouco importa. É ousado. E ousadias são sempre bem-vindas.

Importante mesmo é que o filme consegue abordar a depressão com a seriedade que o tema merece, mas também como ponto de partida para situações bem humoradas.

“Em Um Pátio De Paris” não é -- e nem pretende ser -- um grande filme. Mas é entretenimento adulto de altíssimo gabarito. 

E acreditem: não há nada melhor em cartaz nos cinemas da cidade nesta semana, portanto... não percam!

EM UM PÁTIO DE PARIS
Dans La Cour
(2014 – 97 minutos)

Direção e Roteiro
Pierre Salvadori

Elenco
Catherine Deneuve
Gustave Kervern
Féodor Atkine
Pio Marmaï
Michèle Moretti
Nicolas Bouchaud

Em cartaz no Cinespaço Miramar 
(14 a 27 de Maio de 2015)


sábado, abril 04, 2015

SOFIA COPPOLA BY WES ANDERSON


By Dara Block (Interview October 1999)

What is it about Interview magazine that sets it apart from other publications? I have often wondered that exact question.... The magazine which was started in 1969 by the late Andy Warhol features intimate and unique conversations among artists, celebrities, musicians, and creative thinkers. I don't know why, but I kind of like that obscure eavesdropping feeling I get when I open up the publication. Recently, I was looking through my magazine archives and came across an interesting interview between Sofia Coppola and director Wes Anderson from the October 1999 issue. What a pairing! Sofia Coppola gets candid to friend and fellow filmmaker Wes Anderson about the making of The Virgin Suicides and shares all her thoughts and insights as to what she was feeling while making her debut film. Not only is this conversation intriguing, but the David LaChappelle photograph featured in the article is equally captivating, as well. I think LaChappelle perfectly captures that magical essence of Coppola and the spirit of her first film. With such a gorgeous image and fascinating article I thought it would be appropriate to share it with our readers… let's take a closer look at this interview and some of my thoughts about the two filmmakers. They are actually more similar than you would think….


Wes Anderson: When your film The Virgin Suicides (based on Jeffrey Eugenides' 1993 novel) comes out in April, everyone's going to be talking about its subject — an overprotective, '70's suburban family with five mysterious sisters who start committing suicide. I want to start by asking about the visual side of the movie because it doesn't look like any other. When you read the book, did you see the visual possibilities in it?

Sofia Coppola: Yes. The way it was written just felt cinematic. And I always liked suburbia. It's an exotic setting to me because I didn't grow up there. I didn't want it to be about the '70's. I wanted it to look timeless. It seems like those neighborhoods don't change that much.

WA: The film is shot from a teenage perspective, isn't it?

SC: Yes. Your memory of being young is very simple and I wanted it to look like that. I wanted the movie to be from a kid's point of view, a kid's world. You can get away with obsessiveness then. I feel like when you're that age, everything is really melodramatic, everything is a huge deal.

WA: Did you like working with teenagers?

SC: Oh, yeah. On the set sometimes it would be just me and a ton of them in the basement and they'd all ask stuff at the same time. Not to be condescending, but sometimes I felt a little bit like a counselor. They were like, "Can I chew gum in this?"

WA: Kathleen Turner plays the mother of the girls in the movie and her character seems kind of crazy. You sort of feel like if you're gonna blame the parents for the suicides...

SC: I don't want her to be a villain. I want it to seem like she was trying. A lot of people have good intentions but it just doesn't come out the right way. She's just being overly protective and she thought she was helping. I admire her for going that far into this really unglamorous character.

WA: Once the first daughter has committed suicide...

SC: The mother gets carried away. If any germs come into the house, she freaks out. The father doesn't know what to do. This is no reflection of my parents by the way. Someone asked me if it was.

WA: Did you grow up mostly in Napa, California?

SC: Yeah, I grew up there, but we would go on location with my dad (director Francis Ford Coppola) a lot. We were like army brats.

WA: So that's why you had no experience with suburbia?

SC: And I wasn't really friends with the kids down the street because we were moving all the time.

WA: Does that make you closer to your family do you think?

SC: Yeah, my brother and I are really close.

WA: There's something bizarre about the whole family dynamic in the film. The party that the parents put on is incredibly awkward.

SC: Again — they're trying.

WA: And along comes Trip Fontaine (the high school heartthrob who falls in love with Lux, one of the daughters, played by Kirsten Dunst).

SC: I think Josh Harnett (who plays Trip) is pretty charismatic. Girls are going crazy for him.

WA: He's that teenager who makes himself extra sexy by being, like half-asleep.

SC: Jim Morrison. You know, Jeffrey Eugenides sent a Xerox of his whole yearbook and there was a guy that Trip Fontaine was based on that had a sunset on his yearbook page. I like the way he has his velvet suit on when he goes to pick up the girls for prom and swaggers into the room to (Heart's) "Magic Man." Don't you have moments when you feel like you're in your own music video?

WA: I can remember not getting those effects, but trying a lot. Luckily there's no record to it.


After reading this clever interview, I started to realize how similar Sofia Coppola and Wes Anderson are in terms of filmmaking style. With Sofia Coppola her films tend to deal with themes of troubled adolescence, nostalgia, romance, and distanced family relations. As for Anderson, his films also deal with dysfunctional family relationships mixed in with subtle romance and melodrama. He also tends to portray sentimental and flawed characters with dry senses of humor... just think of his films The Royal Tennenbaums and The Darjeeling Limited. All the characters in those films have many of those same qualities and are also dealing with those similar types of issues.

It's not just themes in which Coppola and Anderson relate, but also with their choice of music for their films. Who could forget the brilliant Virgin Suicides soundtrack featuring music by the French band Air, or that equally amazing 80s pop soundtrack that accompanied her 2006 film Marie Antoinette? I think her choice in music is part of what makes a Sofia Coppola film so special and unique. As with Anderson, his soundtracks too, also add to the style of his films. His movies usually feature British rock and folk music from the 1960s. I so love the way he incorporated The Rolling Stones in The Royal Tennenbaums and of course, Donovan in Rushmore. Both Coppola and Anderson clearly understand the importance of a good soundtrack in a film and how it can add to the storyline.

And yet another way in which the two filmmakers relate is that they both like to work with the same actors. For Sofia Coppola, it's obvious that Kirsten Dunst has been a constant muse first starring as Lux Lisbon in The Virgin Suicides and then as the teen queen in Marie Antoinette. As for Wes Anderson, it's clear that Bill Murray has always been a main inspiration starring in Rushmore The Royal Tennenbaums, he Life Aquatic With Steve Zissou, and the soon to be released Moonrise Kingdom. Sofia Coppola can very much relate to Anderson's admiration for Bill Murray. Rumor has it that she begged and pleaded for him to star in her 2003 film Lost in Translation and even asked Anderson to try and convince Murray when he was reluctant. It's a good thing he decided to work with Coppola, their collaboration was excellent!

What is also special about Sofia Coppola is that she likes to work with her family. Her cousin Jason Schwartzman starred as Louis XIV in Marie Antoinette and her brother Roman Coppola was a producer on many of her films such as Somewhere. Interestingly, Roman Coppola and Jason Schwartzman wrote the screenplay for Wes Anderson's film The Darjeeling Limited. In addition, it appears as if Jason Schwartzman has also been somewhat of a muse to Anderson starring in many of his films including Rushmore and The Darjeeling Limited. There seems to be a unique Coppola connection in many of Anderson's films. I can certainly see how Anderson is very much influenced and inspired by the Coppola family.

I guess there really are some strange similarities between Sofia Coppola and Wes Anderson. I never really thought about it until after I read this Interview Magazine article. Perhaps, you could say that both Coppola and Anderson like to make quirky films. Their movies tend to be artier and more visually stylish than most Hollywood films. Whatever category you want to put them in, it's obvious that these two directors like to follow their own paths and make films that are more personal to their own lives. What I appreciate most about Coppola and Anderson is that they clearly know how to depict melancholy, angst, boredom, and despair in such a beautifully cinematic way. There is something so admirable about filmmakers who can achieve that type of distinct visual style... much like these two directors. Hats off to Coppola and Anderson for going against mainstream Hollywood and for directing films that have their own personal charm!